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Acusações de assédio sexual e traição tiram Júlio Cézar da disputa pelo governo de AL

Prefeito queria o apoio da família Calheiros para ser o candidato da situação, em 2022

O sonho do prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (MDB), em ser novamente candidato ao governo de Alagoas deverá ficar apenas em seus pensamentos. As acusações de assédio sexual, traição política e improbidade administrativa pesaram contra o gestor, que chegou a ser chamado no Plenário da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) de “Nequinho de Veio”, personagem que traiu a todos.

Júlio Cezar se colocou a disposição do MDB para ser o candidato à sucessão de Renan Filho (MDB) com o apoio do grupo situacionista. Mas a equipe do governador apresentou todas as matérias veiculadas nos meios de comunicação em desfavor do gestor, e isso o tirou da lista de opções do Palácio República dos Palmares.

Em 2014, Cézar foi o candidato-tampão do PSDB ao governo, com a desistência da candidatura do Procurador de Justiça, Eduardo Tavares. Com o apoio de toda a máquina pública estadual, ele obteve pouco mais de 100 mil votos. À época, o prefeito era vereador e tinha a confiança do ex-governador Teotônio Vilela.

De lá para cá, mesmo conquistando o cargo de prefeito, Júlio Cezar vive um verdadeiro inferno astral. Foi parar na Justiça por não pagar empréstimos que fez a uma ex-companheira e acabou tendo até supostos nudes divulgados nas redes sociais. Durante uma live no ano passado, exibiu uma arma de fogo, na tentativa de intimidar seus adversários políticos. Através das redes sociais, a desembargadora Elizabeth Carvalho acusou o gestor de nepotismo e chegou a pedir a quebra dos sigilos fiscais e bancários.

No Plenário da ALE, o deputado Inácio Loiola se referiu à Júlio Cezar como “traidor”. “Ou seja, o prefeito Júlio Cézar também prometeu voto a tudo que era de candidato a deputado estadual, federal, senador e por aí vai. Então eu comparo ele a Nequinho de Véio, que no século passado enganou o povo prometendo votos a todos os candidatos”, afirmou.

Vale destacar que, as únicas acusações que foram retiradas foram as de assédio sexual e moral por parte de ex-servidoras da Prefeitura, mesmo tendo sendo feita a confecção de Boletim de Ocorrência (BO) contra Júlio Cézar. Após a repercussão do caso, denunciado com exclusividade pelo Portal 7Segundos, as supostas vítimas gravaram vídeos inocentando o prefeito e retirando a queixa.

Esses são apenas alguns dos motivos que seriam “ressuscitados” durante o período eleitoral, caso Júlio Cezar fosse escolhido pela família Calheiros para ser o candidato da situação. Por óbvio, o governador Renan Filho não quer absorver todo esse desgaste. Agora, a lista de possíveis candidatos do grupo governista fica menor, com os nomes de três secretários de Estado e um prefeito da região metropolitana de Maceió.

Importante salientar que a foto em destaque nesta matéria é um registro feito pelo irmão da ex-companheira do prefeito, no ano passado, no momento em que, segundo o denunciante, Júlio Cézar prestou depoimento no juizado contra a violência à mulher.

Berg Morais

Berg Morais - Jornalista, MTE - 1769/AL

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