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Atuação de Calheiros em CPI da Covid pode resultar em ataques à Renan Filho

Governador pode ter candidatura ao Senado prejudicada

Por Berg Morais 

Efetivado como relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB) retorna ao protagonismo da política nacional após passar um bom tempo no baixo clero do Congresso Nacional. Sua atuação na comissão pode prejudicar a campanha do filho ao Senado, em 2022.

Além da investigação à possíveis omissões do Governo no enfrentamento a pandemia – uma função técnica do cargo de senador da República, Renan Calheiros também terá uma missão política: fragilizar o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Quanto mais Calheiros conseguir “queimar” Bolsonaro, a campanha de reeleição presidencial de 2022 ficará complicada para o grupo governista. Por outro lado, fortalece a possível candidatura do ex-presidente Lula (PT) – agora elegível.

Para o PT, a confirmação de Calheiros para a relatoria da CPI da Covid foi uma vitória, tendo em vista a aproximação que o alagoano tem com o ex-presidente. Já os bolsonaristas, tentarão reverter na Justiça o ato que está sendo considerado uma retaliação a fala do presidente Bolsonaro em ligação telefônica gravada e vazada pelo senador Jorge Cajuru.

Trocando em miúdos: a campanha já começou e a tendência é que o clima fique ainda mais tenso no decorrer dos dias. As respostas aos ataques de Renan Calheiros serão direcionadas ao governador Renan Filho (MDB), que também deverá ser alvo das investigações. Ou seja: Alagoas não sairá ilesa dessa disputa.

O maior prejudicado poderá ser Renan Filho, que ensaia uma candidatura ao Senado Federal.

Berg Morais

Berg Morais - Jornalista, MTE - 1769/AL

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