Desembargadora interrompe sessão do TJ/AL para tomar satisfação de colega: “morreu para mim”

Desembargadora interrompe sessão do TJ/AL para tomar satisfação de colega: “morreu para mim”

A sessão ordinária da 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), do último dia 15 de julho, foi marcada por um bate-boca entre dois desembargadores. A confusão foi iniciada pela desembargadora Elizabeth Carvalho, que interrompeu a reunião para tomar satisfação do colega Fernando Tourinho. A motivação seria conversa de bastidores, onde o magistrado teria dado mais atenção a terceiros do que a colega.

Fernando Tourinho estava prestes a deixar a sessão virtual para seguir outros compromissos. Em sua fala, o desembargador destacou o diálogo que se faz necessário entre os magistrados da Corte. “Sempre nessa esteira que a gente vem colocando, sempre se colocando a disposição das outras Câmaras. Dizer que tenho procurado tentar ajudar. Sempre sou adepto ao diálogo, e conversar com os colegas e amigos desembargadores”, destacou Tourinho em tom de despedida.

O desembargador Otávio Leão Praxedes tomou a palavra para agradecer e parabenizar Tourinho pela transmissão de segurança e pelo conhecimento que possui das matérias em debate, e acabou sendo interrompido por Eleizabeth Carvalho.

“Eu só queria dizer que eu sou uma pessoa que dentro desse Tribunal, sou de diálogo com todos os colegas. Agora, desde que os colegas acreditem na minha pessoa, no que eu estou dizendo. Mas o colega deixar de acreditar em mim para acreditar em pessoas que não fazem parte desse Tribunal, eu não me conformo! Porque se é uma coisa que eu não sou na vida é mentirosa! Quando eu digo as coisas, eu estou dizendo a verdade dos fatos. Agora não acreditar em mim”, questionou Carvalho.

Visivelmente surpreso com a fala da colega, Fernando Tourinho questionou a quem Elizabeth Carvalho estava se referindo. A desembargadora elevou o tom e respondeu com o dedo em riste. “Para vossa excelência, desembargador Fernando Tourinho!”.

Tourinho chamou atenção da colega e disse acreditar que ela estaria se preocupando com conversas possivelmente distorcidas. “Então olhe só: talvez a senhora está ouvindo de outras pessoas coisa que eu não disse”, retrucou. Em seguida, Elizabeth Carvalho voltou a levantar o tom e os dois começaram a falar ao mesmo tempo.

“A senhora tem que parar com isso, de chegar em sessão de querer não sei o que… não é razoável está do jeito que a senhora está. Eu sempre tenho respeito e atenção. E nunca deixei de confiar na palavra da senhora, nem da dos outros colegas desembargadores. Já tenho demonstrado isso inúmeras vezes. Inúmeras vezes que a senhora chegou pra conversar comigo e eu não só ouvi, como inclusive pude ajudar em várias oportunidades. E sempre fiz com muito prazer! Agora não é razoável ouvir o que eu estou ouvindo hoje”, afirmou Fernando Tourinho.

Sem citar nomes, Elizabeth Carvalho iniciou uma narrativa citando a filha e a esposa de um desembargador que faleceu recentemente. “Se o senhor prefere acreditar em lágrimas de psicopata ou em viúva de desembargador falecido, é problema do senhor”, disparou.

O desembargador Otavio Leão Praxedes interrompeu o bate-boca, que durou cerca de 15 minutos, e pediu para que a discussão fosse retomada ao fim da sessão.

Fernando Tourinho deixou a situação lamentando o ocorrido e chamou Elizabeth Carvalho de “ingrata”. “A senhora está sendo ingrata e muito infeliz. Nunca vi a senhora tão infeliz como hoje. Botou coisas na cabeça. E esta dizendo coisas que depois vai se arrepender do que disse. Mas vamos pra frente. A gente tem que aprender a ouvir o que não quer”, concluiu.

Mesmo o desembargador Otávio Leão Praxedes pedindo para que a pauta da sessão fosse retomada, Elizabeth Carvalho continuou insistindo no assunto e finalizou dizendo: “quem não acredita em mim, morreu pra mim”.

Berg Morais

Berg Morais

Berg Morais - Jornalista, MTE - 1769/AL

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