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LADRÕES DE TERRA – João Toledo e família tentam roubar terras à bala na Bahia

O responsável substituto pelo Cartório de 1º Registro de Imóveis de Maceió, João Toledo de Albuquerque, está sendo investigado por contratar uma tropa de policiais militares para fazer ameaças a um fazendeiro no município de Formosa do Rio Preto, situado no interior da Bahia. Lá, Albuquerque, irmão do deputado federal Sérgio Toledo e filho de dono de cartório Stélio Albuquerque, é temido e conhecido como “Alagoano”. Ele, no ano passado, chegou a ser manchetes de vários sites do estado vizinho por suspeita de montar uma milícia para ajudá-lo em grilagem de terras.

Desta vez foi a imprensa alagoana que ficou surpresa pela audácia de Albuquerque, que contratou PMs e um guarda municipal, que atuam no estado e na capital, para fazer “sua proteção particular”. Não deu outra! A “gangue policial” foi flagrada e presa com armamento pesado. O crime foi intensificado uma vez que não estavam em missão oficial. Agora, vão ter que responder por ameaça, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, associação criminosa e esbulho possessório.

João Toledo é irmão do deputado federal Sérgio Toledo
João Toledo é irmão do deputado federal Sérgio Toledo

O A Notícia teve acesso a um boletim de ocorrência que relatou o caso. Os policiais foram flagrados na noite do dia 23 de maio, um sábado, após denúncia que de homens munidos de armadas estavam ameaçados um fazendeiro, que é proprietário da fazenda Prazeres. Abordaram duas pessoas em atitudes suspeitas, que informaram que estavam a serviço do dono da fazenda Gerais 2, pertencente à Família Albuquerque.

A PM da Bahia encontrou 12 homens, entre eles policiais militares da ativa e da reserva de Alagoas e de Mato Grosso, todos contratados pelo “Alagoano”. Com eles foram apreendidos armas de diversos calibres, carregadores, munições deflagradas e não deflagradas, três rádios comunicadores, dois porta-munições e dois veículos: caminhonete modelo Hylux e outra modelo SW4.

Milícia de João Toledo contava com armamento pesado
Milícia de João Toledo contava com armamento pesado

Ainda ocorreu a lavratura de auto de prisão em flagrante de apenas um dos suspeitos por porte ilegal de arma de fogo. Porém, ele acabou solto após pagar R$ 1.500 de fiança. Os policiais alagoanos flagrados foram identificados. São: o subtenente Edilson Caetano da Silva, o segundo tenente Afrânio Almeida Silva, o terceiro sargento Manoel Raimundo Barbosa, o primeiro sargento José Batista de Souza e o cabo Manoel Cícero Gomes da Silva.

Um inquérito policial foi instaurado e os telefones celulares dos acusados já foram apreendidos. Na imprensa alagoana ainda surgiu o boato que toda a milícia foi organizada por um deputado estadual que atua na oposição do governador Renan Filho.

FAROESTE

“Alagoano” é acusado de invadir terras e causar insegurança

Denunciantes alegam que João Toledo escolheu a região para ser seu “eldorado de ilicitudes”

Não é a primeira vez que o fazendeiro João Toledo de Albuquerque é alvo de investigação. Em outubro do ano passado, o fazendeiro teria invadido áreas da propriedade de José Valter Dias, Paulo Mizoto e Luiz Cardi. No boletim de ocorrência registrado na 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Formosa do Rio Preto, no dia 4 de outubro, um funcionário da Fazenda Serra Geral III narra que um grupo de homens armados, a mando do fazendeiro, estava cavando buracos e colocando mourões para construir uma cerca na propriedade.

Os invasores teriam se negado a deixar a área e a suspender a construção da cerca. No dia 10 de outubro, o delegado da 11ª Coorpin, Carlos Roberto de Freitas Filho, instaurou um inquérito para apurar a invasão nas terras da família de José Valter Dias, por esbulho possessório e porte ilegal de arma de fogo, praticado por João Toledo de Albuquerque.

João Toledo é acusado de invadir terras e causar insegurança
João Toledo é acusado de invadir terras e causar insegurança

A invasão na fazenda de José Valter Dias, segundo no inquérito, ocorreu no dia 8 de outubro, por volta das 8h da manhã, em Coaceral, na zona Rural de Formosa do Rio Preto. De acordo com os proprietários das terras invadidas, o “Alagoano”, junto com a “milícia armada, tem transformado o oeste da Bahia em um verdadeiro caos”.

Eles relatam que João Toledo escolheu a região para ser seu “eldorado de ilicitudes”, desrespeitando os legítimos proprietários das áreas cultivadas. Diante da invasão, os proprietários tomaram providências legais junto à Polícia Estadual e Federal, assim como já moveram ações na Justiça para frear os atos do fazendeiro.

Confira reportagem do A Notícia

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