São João de Palmeira: do lixo ao luxo


Por Berg Morais 

As festividades juninas de Palmeira dos Índios se encerraram no último sábado (30), após uma intensa programação que incluiu competição de quadrilhas juninas, desfile de carroças ornamentadas e shows de artistas renomados. A Princesa do Sertão ganhou até cidade cenográfica, saindo da escuridão e do esquecimento e se consolidando como “A capital da Cultura”. 

O “São João do Povo” resgatou as tradições populares que, num passado recente, foram abandonadas e descartadas do calendário de festividades do município. A verdade é que, nesse passado recente, o que foi idealizado por Graciliano Ramos foi jogado ao lixo por gestores irresponsáveis e mal preparados para gerir o patrimônio público. 

Aos poucos, Palmeira dos Índios está ressurgindo das cinzas como uma mitológica fênix, que após ser queimada e destruída, se transforma em uma magnífica ave que encanta a todos com sua beleza exuberante. 

A cidade toda comemora o resgate de suas tradições. O senhor que vende o churrasquinho está feliz por ter conseguido pagar o aluguel antecipado. O dono da barraca de “capeta”, está satisfeito por ter dado oportunidade de emprego para diversos trabalhadores. Já o casal de namorados apaixonados, curtiram sem precisar ir para outras cidades arriscando a vida na estrada para prestigiar um bom show. Esse ano tinha tudo em Palmeira. 

Mas é justamente esse “tudo que está sendo feito” que chama a atenção. Por que antes, em tempos de “vaca gorda”, nada disso era feito? Será que era gestão que faltava? 

Por que diante da crise e do gritante corte de recursos – como FPM, por exemplo – Palmeira tem se destacado como modelo de gestão para outros municípios não só de Alagoas, mas do Brasil? Se antes tinha muito e não era feito nada, por que hoje tem pouco e tem sido feito muito? 

Que a população reflita sobre todas essas perguntas e dê a resposta todas as vezes que for a uma urna eletrônica exercer o seu direito constitucional, que é o voto. 

berg_morais@hotmail.com